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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Cambuci

O cambucizeiro (Camponesia phaea) é uma árvore de porte pequeno, altura em torno de 6 a 7 metros, sua aparência é muito semelhante a da pitangueira(mesma família), porém com folhas menos arredondadas e copa menos densa.
A origem do seu nome provém do tupi - kamu´si que faz alusão a aparência do seu fruto aos potes e tigelas com esse mesmo nome.
Seu fruto é rico em vitamina C, tem um cheiro bastante adocicado, porém, não é consumido in natura, sendo mais utilizado em sucos, licores, geléias. Pude provar algumas vezes o suco do cambuci e confesso que o seu sabor lembra muito o suco de limão, porém menos azedo.
Apesar de ser muito utilizada na recuperação de áreas degradadas, atualmente encontra-se em risco de extinção.
É uma árvore excelente para ornamentação e deveria ser mais utilizada na arborização urbana de vias públicas (praças e parques).Possui raízes pouco agressivas que não quebrariam calçadas, porte elegante e baixo, sendo indicada em plantios mesmo sob fiação elétrica.
O nome do bairro paulista Cambuci, se deve justamente a grande presença dessa árvore em tempos remotos naquela região da cidade.
O cambucizeiro é uma árvore muito atrativa para a fauna(beneficiando também insetos polinizadores), a sua importância econômica poderia estimular a população a conhecer essa desconhecida planta, criando novos nichos de mercado com seu cultivo e garantindo assim a preservação da espécie.
Rui Othon

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Jatobá

O jatobá (Hymenaea courbaril) , jataí ou pão-de-ló-de-mico, é uma árvore nativa do Brasil, encontrada em todo o país e tem sido cada vez mais rara encontrá-la na natureza.
Essa belíssima árvore é cobiçada pelo valor de sua madeira que é conhecida em inglês como "brazilian-cherry", tem excelente qualidade, sendo usada principalmente para móveis e artigos de luxo. Juntamente com o ipê e o mogno, a madeira do nosso jatobá está entre no grupo das dez mais valiosas e negociadas madeiras do mundo.
Produz um fruto com uma casca bastante dura, dentro dele encontram-se duas, três ou quatro sementes, envoltas em um pó branco-amarelado (quando maduro)com cheiro bastante característico. Seu fruto é comestível, sendo muito rico em ferro e indicado para tratamento de anemias crônicas, receitas de doces de jatobá eram muito comuns até o final do século XIX.
O magnífico jatobá pode alcançar mais de 40 metros de altura e 8 metros de circunferência de tronco. A chamada "árvore de Martius", encontrada por este pesquisador na Amazônia, tinha altura estimada em trinta metros, diâmetro de oito metros, idade entre 2000 e 4000 anos e talvez fosse um jatobá.
Atualmente o jatobá é considerado patrimônio sagrado no Brasil por causa da fama de seus frutos serem considerados mágicos pelos índios e terem poder no "reequilíbrio" de quem os consome.
Devido ao fato de sua casca ter propriedades medicinais, os poucos jatobás que ainda sobrevivem nas grandes cidades vem sofrendo com a retirada das suas cascas para a fabricação de remédios caseiros, o que pode matar a árvore se a retirada das cascas for excessiva.
Porém ainda há luz no fim do túnel, o jatobazeiro vem sendo muito utilizado na recomposição de áreas degradadas, porém seu crescimento é lento e as condições para o desenvolvimento das suas mudas requerem alguns cuidados, como a regulagem de iluminação e umidade excessiva que lhe podem ser prejudiciais.
Essa é mais uma obra prima da natureza que embelezaria facilmente praças e parques nas grandes metrópoles, falta apenas força de vontade do governo para preservá-la.
Rui Othon

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Jequitibá-rei

Há muito tempo atrás, quando o verde imperava na faixa litorânea que se estendia do nordeste ao sul do Brasil, imensas baleias(assim chamadas as grandes árvores na época)se erguiam sob aquele solo desconhecido mas de imensas riquezas naturais.
Entre magníficas espécies arbóreas nativas, as maiores representantes que temos em nossa flora são os jequitibás. Seu nome que provém do tupi significa "gigante da floresta", não é para menos, podem alcançar a fantástica marca dos 60 metros de altura, mais de 8 metros de circunferência de tronco e idade indefinida. O mais velho jequitibá que se conhece, estima-se que tenha mais de 3 mil anos de idade.
Existe mais de uma espécie de jequitibá mas todas são nativas do nosso país, são elas:
Cariniana legalis (jequitibá-rosa) Cariniana estrellensis (jequitibá-branco) Cariniana rubra (jequitibá-vermelho) Cariniana parvifolia (jequitibá-cravinho) Cariniana ianeirensis (conhecidos apenas como jequitibá) Couratari pyramidata(conhecidos apenas como jequitibá)
O meu favorito é o Jequitibá-branco Cariniana estrellensis, que tem sua distribuição do Sul da Bahia até Rio Grande do Sul, na Mata Atlântica (floresta ombrófila densa), no Acre e nas matas de galeria do Brasil Central (Goiás e Minas Gerais). Ocorre também na Bolívia, Paraguai e Peru.
A maioria das referências que podemos pesquisar diz que sua altura pode chegar em torno de 40 metros, porém recentemente tem sido descobertos exemplares de aproximadamente 60 metros de altura.
Esses achados mostram que o jequitibá-branco pode ser a maior espécie do gênero. Seus frutos são cápsulas em formato de caximbo, que ao secar e abrirem-se liberam as suas sementes no alto das árvores, muitos dos seus frutos tem as sementes devoradas por macacos. Suas sementes são muito pequenas e aladas, ao despencar das imensas matrizes mesmo uma brisa suave pode carregá-las para muito longe e assim é que a espécie tem sua dispersão de sementes garantida.
Os jequitibás são belíssimas obras primas da natureza, chegar perto de um deles nos faz voltar no tempo e imaginar tudo o que já se passou por baixo da sua imensa presença. Cultive, plante, preserve...os jequitibás já estavam aqui quando chegamos e merecem continuar existindo.
Rui Othon

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Núcleo Cabuçu

Hoje deixarei a arborização urbana de lado e vou lhes apresentar um tesouro que conheci a pouco mais de um ano.
Apresento aos amigos internautas o Parque Estadual da Cantareira, um dos últimos remanescentes de mata atlântica da grande São Paulo, com área aproximada de 8 mil hectares de rara beleza.
Representado por quatro núcleos (Pedra Grande, Águas Claras, Engordador e Cabuçu) abordarei hoje o seu maior núcleo o "Núcleo Cabuçu".
Esse é um lugar que faz juz ao nosso Hino Nacional que diz: Nossos bosques tem mais vida!
Com obras históricas importantíssimas como a barragem do Cabuçu (primeira obra de concreto armado do Brasil, o Núcleo Cabuçu possui quatro trilhas abertas a visitação (Trilha do Tapiti, Trilha da Jaguatirica, Trilha do Sagui e Trilha da Cachoeira).
Um local impressionante, refúgio de animais raros como a "rainha das américas" a nossa onça-pintada, a encantadora sussuarana, o imponente gavião-pega-macaco, o majestoso tangará e curiosos quatis e furões.
Sem contar sua riquíssima flora, composta por centenas de espécies de orquídeas, inúmeros jequitibás-rei, imensos jatobás, perobas, araucárias, cambucis, Miconias cabussu,embiruçus, etc.
Tudo isso faz com que o Núcleo Cabuçu, localizado no Parque Estadual da Cantareira seja um oásis na selva de pedra e que merece ser visitado.
Acesso: Rodovia Fernão Dias até a Casa de David (km 80 sentido SP-BH), seguindo pela Estrada do Cabuçu até o nº 2.691.
Telefones: 2406-8429 e 2401-6217

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Tapiá-guaçu

Essas são sementes de uma árvore popularmente conhecida com o nome "Tapiá" e seu nome científico Alchornea triplinervia. É uma espécie nativa de mata atlântica, sendo uma das principais espécies usadas na recuperação de áreas degradadas. Pode alcançar pouco mais de 15 metros de altura, tronco geralmente tortuoso, copa muito ampla com folhas grandes e arredondadas. Floresce de outubro a janeiro, no Paraná; de outubro a março, no Estado de São Paulo; de novembro a fevereiro, no Estado do Rio de Janeiro; de dezembro a março, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul; de maio a junho, na Bahia, e em julho, em Minas Gerais. Devido a sua rusticidade e beleza, essa árvore pode ser considerada uma excelente alternativa para a arborização urbana, principalmente na grande São Paulo.
Fonte: Embrapa

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Preservação.Um dever de todo cidadão.


Mais um dia seco de inverno na capital paulista. Trânsito caótico, pessoas, carros, sujeira, poluição sonora e o ar quase irrespirável.
Será que um dia haverá fim?
Conseguiremos mudar nossas vidas e olharmos um pouco além nós mesmos?
Preservação é um dever de todos nós cidadãos modernos!
A hora da mudança é agora!
Estamos nos matando inconscientemente!
Destruir o meio ambiente significa a nossa própria auto-destruição!
Preserve, economize, recicle, proteja!!!
O mundo pede socorro!!!
PLANTE ÁRVORES!!!

sábado, 26 de março de 2011

Substituição arbórea é uma alternativa?

Sábado de Sol na terra da garoa, quando passo por um local e algo parece estar diferente.
Dei aquela olhada em volta tentando imaginar o que estava faltando.
É faltava uma árvore, um alfeneiro antigo, que era repleto de bromeliáceas e samambaias em sua copa frondosa.
Como eu sempre fiquei atento às árvores, principalmente as do meu bairro, confesso que lamentei essa perda, afinal era uma árvore plenamente saudável, mesmo sendo exótica.
Ao menos algo me consolou, ao ver que exatamente no lugar aonde ela existia foi plantado um ipê amarelo do cerrado.
É óbvio que a cidade de São Paulo além de ter sido urbanizada de forma inadequada,teve como reflexo a arborização urbana de forma irresponsável por parte de seus governantes.
Mas seria a remoção dessas árvores a solução mais viável para corrigir os erros?
A avifauna é altamente prejudicada com a remoção de grandes árvores, ficando totalmente desorientadas, principalmente se tratando da necessidade de abrigo
e alimentação.
Não seria mais viável fazer o plantio paralelo de espécies nativas, e só depois que atingirem um porte considerável remover a espécie invasora?
Deixo a todos essa indagação e uma foto comparando uma árvore exótica(alfeneiro) e o nosso ipê(nativo).